
O Papa Francisco
visitou nesta noite o túmulo do Beato João Paulo II, no oitavo
aniversário de morte do Papa polonês. A visita aconteceu por volta das
19h locais, após o fechamento da Basílica Vaticana.
Francisco
encontrava-se acompanhado pelo arcipreste da Basílica Vaticana e pelo
Secretário pessoal, respectivamente, Cardeal Angelo Comastri e Mons.
Alfred Xuereb.
O Papa Francisco esteve longamente ajoelhado em
oração silenciosa diante do túmulo do Beato João Paulo II na Capela de
São Sebastião, detendo-se brevemente em espírito de recolhimento também
diante dos túmulos do Beato João XXIII e de São Pio X.
Como a
visita desta segunda-feira ao túmulo de São Pedro e à Cripta Vaticana,
também a visita desta noite à Basílica expressa a profunda continuidade
espiritual do ministério petrino dos papas, que o Papa Francisco vive e
sente intensamente, como demonstrou também no encontro e com os
repetidos colóquios telefônicos com o seu predecessor Bento XVI.
Em 1992 João Paulo II nomeou bispo Jorge Mario Bergoglio, e no Consistório de 2001 criou-o cardeal.

Nesta terça-feira 2, recordam-se
os oitos anos de falecimento do Papa João Paulo II, que foi beatificado
seis anos depois, em 1º de maio de 2011, pelo então Papa Bento XVI.
Foi Papa João Paulo II que nomeou bispo, em 1992, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, atual Papa, e o criou cardeal em 2001.
Quando
João Paulo II foi beatificado, o então arcebispo de Buenos Aires
celebrou a Santa Missa na Catedral da cidade para recordá-lo e dele
destacou a frase “não tenham medo”.
João Paulo II não teve medo,
“porque viveu a sua vida ao Senhor Ressuscitado”, foi o que disse
Cardeal Bergoglio na ocasião. “A coragem, a firmeza que nos dá a
Ressurreição de Cristo, a serenidade de sermos perdoados através da
misericórdia remove em nós o medo.”
Em outra Missa celebrada em
memória do Beato dois dias após sua morte, o então Cardeal Bergoglio
destacou a testemunha coerente do Senhor que foi João Paulo II. Na
época, Cardeal Bergoglio concluiu dizendo que, em um período em que se
necessita mais de testemunhas do que de mestres, João Paulo II viveu até
o fim sendo justamente “uma testemunha fiel”.